sábado, 10 de dezembro de 2011

A minha conferência em Braga a 7 de Dezembro 2011

http://www.cmat.uminho.pt/Default.aspx?tabindex=0&tabid=4&pageid=3&lang=pt-PT Agradeço à equipa de colegas que me receberam e a todos os que vieram ouvir o que eu lhes fui dizer.
Em particular, ao Pedro Patrício, que organiza o seminário em que a conferência se integrou, à YuLin Zhang que se dignou juntar-se a nós no jantar (por coincidência 7 de dezembro é o meu dia de aniversário), à Ana Jacinta, que antes de ir para Braga trabalhou comigo em Coimbra e aparece merecidamente mencionada nos agradecimentos no prefácio de um dos meus livros, ao Rui Ralha que tão bem compreendeu a pitada de humor que não deixou de estar presente no tema que desenvolvi.

A YuLin e o Pedro Patricio conversando na sala de convivio dos professores


O Auditório em Braga
Falei do que penso sobre uma hierarquia das atividades humanas. Depois do impacto cultural que a Matemática pode ter. Enfim das subjetividades que também aparecem quando se lida com números e como eles se podem manipular honestamente, quer dizer, sem mentir…

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

HUMOR E SENSABORIA

Fórmulas básicas:
E portanto, prezados alunos, esta é a fórmula para os homens compreenderem as mulheres; na próxima aula, prezadas alunas, vamos invertê-la e obteremos a fórmula para as mulheres compreenderem os homens….

SOU PROFESSOR.
Nasci no momento exato em que uma pergunta saltou da boca de uma criança.
Fui muitas pessoas em muitos lugares.
Sou Sócrates, estimulando a juventude de Atenas a descobrir novas ideias através de perguntas.
Sou Anne Sullivan, extraindo os segredos do universo da mão estendida de Helen Keller.
Sou Esopo e Hans Christian Andersen, revelando a verdade através de inúmeras histórias.
Sou Marva Collins, lutando pelo direito de toda a criança à Educação.
Sou Mary McCloud Bethune, construindo uma grande universidade para meu povo, utilizando caixotes de laranja como escrivaninhas.
Sou Bel Kauffman, lutando para colocar em prática o Up Down Staircase.
Os nomes daqueles que praticaram minha profissão soam como um corredor da fama para a humanidade...
Booker T. Washington, Buda, Confúcio, Ralph Waldo Emerson, Leo Buscaglia, Moisés e Jesus.
Sou também aqueles cujos nomes foram há muito esquecidos, mas cujas lições e o caráter serão sempre lembrados nas realizações de seus alunos.
Tenho chorado de alegria nos casamentos de ex-alunos, gargalhado de júbilo no nascimento de seus filhos e permanecido com a cabeça baixa de pesar e confusão ao lado de suas sepulturas cavadas cedo demais, para corpos jovens demais.
Ao longo de cada dia tenho sido solicitado como ator, amigo, enfermeiro e médico, treinador, descobridor de artigos perdidos, como o que empresta dinheiro, como motorista de táxi, psicólogo, pai substituto, vendedor, político e mantenedor da fé.
A despeito de mapas, gráficos, fórmulas, verbos, histórias e livros, não tenho tido, na verdade, nada o que ensinar, pois meus alunos têm apenas a si próprios para aprender, e eu sei que é preciso o mundo inteiro para dizer a alguém quem ele é.
Sou um paradoxo.
É quando falo alto que escuto mais.
Minhas maiores dádivas estão no que desejo receber agradecido de meus alunos.
Riqueza material não é um dos meus objetivos, mas sou um caçador de tesouros em tempo integral, em minha busca de novas oportunidades para que meus alunos usem seus talentos e em minha procura constante desses talentos que, às vezes, permanecem encobertos pela autoderrota.
Sou o mais afortunado entre todos os que labutam.
A um médico é permitido conduzir a vida num mágico momento.
A mim, é permitido ver que a vida renasce a cada dia com novas perguntas, ideias e amizades.
Um arquiteto sabe que, se construir com cuidado, sua estrutura poderá permanecer por séculos.
Um professor sabe que, se construir com amor e verdade, o que construir durará para sempre.
Sou um guerreiro, batalhando diariamente contra a pressão dos colegas, o negativismo, o medo, o conformismo, o preconceito, a ignorância e a apatia.
Mas tenho grandes aliados: Inteligência, Curiosidade, Apoio paterno, Individualidade, Criatividade, Fé, Amor e Riso, todos correm a tomar meu partido com apoio indômito. (...)
E assim, tenho um passado rico em memórias.
Tenho um presente de desafios, aventuras e divertimento, porque a mim é permitido passar meus dias com o futuro.
Sou professor... e agradeço a Deus por isso todos os dias.
John W. Schlatter

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Boas vindas aos meus alunos

Só algumas poucas palavras para dar as boas vindas aos meus alunos de Física e Engenharia Física, inscritos nas aulas de Álgebra Linear e Geometria Analítica.

Desejo que o semestre vos agrade nesta e nas outras disciplinas do vosso curso e que esta nova experiência vos ajude a crescer: a universidade é diferente da escola secundária; se isto ainda não for óbvio para vós então alguém falhou: ou nós vos infantilizamos ou vós ainda continuais a reagir infantilmente...

E se em algum momento vos sentirdes deprimidos, recordai-vos do conselho de Philander Johnson que, com uma grande dose de humor negro, costumava dizer: ''Cheer up! The worst is yet to come!''... o que em tradução livre dará ''Animem-se, animem-se!... Porque o pior ainda está para vir!''

terça-feira, 5 de julho de 2011

Maria dos Anjos da Fonseca Saraiva

A notícia recente do teu falecimento chocou-me. Quando nos conhecemos éramos jovens. Embora o tempo passe, julgamos que não envelhecemos e a morte – sobretudo a dos amigos porque na nossa pensamos às vezes – nunca nos parece provável.
Quero pois prestar-te uma pequena homenagem. Por um motivo, que deve parecer surpreendente.
Lembras-te por certo que no ano em que trabalhaste comigo – já lá vão mais de quatro décadas – primeiro gostaste de o fazer mas depois, subitamente, deixaste de gostar. Compreendeste que o trabalho que eu tinha combinado contigo e os outros membros da nossa equipa se tornara demasiado duro.
Como jovem professor, eu queria apoiar e efectivamente apoiava tanto os alunos que começaram a transferir-se às centenas, vindos das universidades de Lisboa e Porto, para a nossa faculdade.
Chegámos a ter 1400 inscritos na cadeira que eu regia de Cálculo Infinitesimal. Não havia ainda 'numerus clausus' e as transferências eram automáticas porque as três licenciaturas em Matemática existentes no País (Lisboa, Porto e Coimbra) tinham o mesmo elenco de disciplinas.
Dar a 1400 alunos 4 ou 5 frequências no ano (o Cálculo Infinitesimal era anual), prepará-las, dactilografá-las, fazer as vigilâncias, corrigi-las e classificá-las para os podermos dispensar selectivamente no exame final de responderem a matérias nas quais já tinham revelado conhecimentos satisfatórios… era realmente um trabalho gigantesco, sobretudo após o aumento inesperado do número de alunos que frequentavam.
Voltaste-te então contra mim e influenciaste metade da equipa: eram seis pessoas ao todo que comigo trabalhavam.
Senti-me magoado. Houve no fim desse ano uma minicrise académica e até os alunos, absurda e paradoxalmente, conseguiste manipular: lembro-me de um deles me dizer que era injusto dispensar alguns e obrigar outros a fazer exame!
Ainda por cima, tu eras vista como uma pessoa favorável à situação política do Estado Novo, o que levou alguns professores, entre os quais um grande amigo meu, a não te condenarem a ti, mas sim a mim. Querendo apoiar tanto os alunos, que na sua maioria seriam revolucionários esquerdistas, tudo me classificava como um dos deles… pelo menos aos olhos de alguns ultra-conservadores. E atingir uma percentagem de aprovações que não era de modo algum habitual tornava-me extraordinariamente suspeito, alvo mesmo de alguma inveja dos colegas. Era olhado como um professor quase mediático - antes do advento do mediatismo - e a situação chegou a ser um autêntico inferno para mim!
Tinha eu 26 anos. Mas tudo isso me levou a tomar uma decisão que a vida me veio a revelar ser acertada. E fiquei a devê-lo a ti, sem que tu jamais te tenhas apercebido disso. Portanto, hoje, mais de quatro décadas depois, registo o meu agradecimento em face desta verdade que ao tempo, por tua causa, aprendi:
- Que nunca devemos ser demasiadamente generosos!

domingo, 20 de março de 2011

AUTÓGRAFOS


SOU ESTE?
OU ESTA?


Nem esta!

AUTÓGRAFOS FORA DO MUNDO DAS CELEBRIDADES...
DO FUTEBOL E DA TELEVISÃO

Fora desses mundos também há os escritores, principalmente os poetas. Mas será que só os poetas dão autógrafos?

Pois a verdade é que pedir autógrafos a autores de livros técnicos entrou na moda.

Pelo menos, os meus alunos na Universidade de Coimbra têm-me pedido para autografar o meu livro MATEMÁTICA DISCRETA:TÓPICOS DE COMBINATÓRIA.

Fico sensibilizado!

Desejo que leiam o resto do livro com a mesma atenção que as palavras que lhes deixo autografadas na primeira página.

Boa sorte


Obrigado, meninos e meninas!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

UM ERRO DIVERTIDO DO SISTEMA

O Fernando Rafael Carvas Monteiro veio ter comigo dizendo que eu lhe marcara falta mas ele tinha vindo a exame e não tinha desistido.

É verdade que ele tinha falta na pauta da Engenharia Física, mas o curioso é que eu tinha afixado a nota dele no nome dele na pauta da Física; e por isso, quando preenchi as notas da pauta de Engenharia Física já tinha o ponto dele posto de lado. Os lugares da pauta que tinham ficado vazios foram preenchidos automaticamente com faltas.

O Fernando aparece nas duas pautas!!!!! Na da Física, onde já estava a nota dele...... e na de Engenharia Física, onde ele procurou e não estava nota nenhuma mas apenas a indicação que tinha faltado!!!!

Aconselho o Fernando Rafael Carvas Monteiro a verificar a sua situação junto dos responsáveis pelo erro pois o facto de estar nas duas pautas pode vir a prejudicá-lo.

Estou a afixar este cartaz pois não tenho aqui o e-mail do Fernando Rafael. Peço aos colegas o favor de o avisarem!