terça-feira, 4 de julho de 2017

Vitoria da minha Luz


A GREAT ACHIEVEMENT:
PUBLISHING A BOOK IN THE USA!

Let us say it squarely! June 26, 2017 is a day to remain historical for my Wife, Luz Compasso, and also for me.

I felt extremely happy when she got the news that a publisher in the USA had accepted and will print and distribute one of her books. It is the first book that she gets published in the USA. It is going to be the English version of one of her oracular books, the one with the English title “SOS – Give me a compass”. The title of the Portuguese original is “SOS – Bússola”. Here I should point out that she did not want to try to publish this book because, in her opinion, this book is less interesting  than others she had already published. I feel part of her achievement because I insisted with her to submit the book to the publishers.



The publisher is the Dorrance Publishing Company, established in 1920, a very experienced publisher in presenting new authors, with headquarters in Pittsburgh, Pennsylvania.



E SE LHE CUSTA LER INGLÊS, AQUI TEM A TRADUÇÃO:



UMA GRANDE VITÓRIA:

PUBLICAR O PRIMEIRO LIVRO NOS EUA!

Vamos dizê-lo sem rodeios! O dia 26 de junho de 2017, é um dia para ficar histórico para minha Esposa, Luz Compasso, e também para mim.

Senti-me extremamente feliz quando ela recebeu a notícia que uma editora americana aceitou e vai publicar e distribuir um dos seus livros. É o primeiro livro que ela publica nos EUA. É a versão inglesa de um dos seus livros oraculares, aquele que em Inglês tem por título “SOS – Give me a Compass”. O título do original Português é “SOS – Bússola”. Aqui tenho de sublinhar que ela não queria tentar publicar este livro porque, na opinião dela, este é menos interessante que os seus outros livros. Eu sinto-me parte desta vitória porque insisti com ela para submeter o livro às editoras. 

A editora americana é a Dorrance Publishing Company, fundada em 1920, com longa experiência no lançamento de novos autores. Tem a sua sede em Pittsburgh, na Pensilvânia.

domingo, 2 de julho de 2017

OBSERVANDO O UNIVERSO



EU, ABAIXO-ASSINADO!




Era com estas palavras que começavam antigamente muitos documentos oficiais, especialmente aqueles em que um cidadão requeria fosse o que fosse a uma qualquer autoridade. Antes disso, a humilhação auto infligida pela linguagem usada ainda era mais intensa: dizia-se que o “suplicante… rogava a Sua Majestade uma qualquer mercê”… o que obviamente revelava a extensão, à esfera que hoje chamamos laica, da religiosidade de um povo que se tinha habituado a “suplicar” aos santos da sua devoção um milagre profundamente desejado.


Como homem crente em Deus, mantenho todo o respeito pelas mais diversas fórmulas religiosas, e, como cidadão que se habituou a cumprir – embora também a discutir – as leis vigentes, mantenho paralelamente o respeito pela autoridade civil. Mas o meu “abaixo-assinado” nada mais significa hoje que aquilo que aí se diz: que vou assinar no fundo (ou em baixo) para vos atestar que o que digo é a verdade!


Não guardarei privacidade em vos dizer que nasci a 7 de dezembro de 1941, em Coimbra, numa clínica a que todos chamavam “Casa de Saúde da Sofia”; ainda hoje existe no mesmo edifício na Rua da Sofia!


A data, sempre que a evocava nos EUA, fazia logo recordar o que para aquele país fora um dia terrível: foi o dia em que o Japão, sem prévia declaração de guerra, atacou a armada norte-americana no Porto das Pérolas (Pearl Harbor) na Costa do Pacífico: um ato que levou o governo estado-unidense a decidir entrar imediatamente na Segunda Guerra Mundial.

Vivi o meu tempo de bebé de berço durante os anos do conflito. Recordo dois momentos curiosos, passados poucos anos mais tarde. Num deles, alguém comentou, numa linguagem simbólica, que um determinado país quereria forçar Portugal a entrar no conflito e, para isso, “já tinha lançado a isca”. O que me aterrorizou! E andei muito tempo a espreitar pelas janelas da casa, olhando para os céus, procurando ver a “isca”, a isca que para mim seria, não sei porquê, um risco, um vestígio de alguma cor estranha… Neste mesmo contexto, ouvindo falar de bombardeamentos aéreos, um dia confundi a Lua, em fase de Quarto (Crescente ou Minguante), com uma bomba que pairava no ar, à espera de cair. Nada disse a ninguém mas apanhei um valentíssimo susto!

E assim foi a minha primeira infância!

J. M. S. Simões Pereira

CONSELHOS MATERNOS


SER PRODÍGIO E SER “ENCOLHAS”



- Que importa seres um prodígio, se fores um “encolhas”?


Esta questão foi-me posta por minha mãe, teria eu uns 15 anos. Expliquemos: eu era um aluno brilhante na escola que frequentava, com classificações altíssimas em todas as disciplinas, exceto no desenho livre. Era realmente considerado um aluno prodigioso. Mas – e aqui está um defeito que a minha mãe não tolerava – era muito tímido! Ser encolhas era e é uma expressão popular que significa ser tímido.

E qual a razão pela qual eu era tímido? As raízes dessa timidez estão num pequeno incidente, tinha eu uns 5 anos. Uma amiga de uma tia minha, a minha saudosa tia Alcina, casada com o meu tio Rui, irmão da minha mãe, trouxe-me um pequeno presente, talvez de aniversário. Eu já sabia agradecer; e por isso entrei na sala onde a dita senhora estava conversando com a minha mãe e disse-lhe: - Muito obrigado!

A referida senhora rebentou num grito despropositado, acompanhado por uma espécie de gargalhada: - “Ai coitadinho, já sabe dizer obrigado!” E voltando-se para mim, acrescentou: - Mas o presente, não sou eu que to dou! Vem da tua tia Alcina!

Eu achei que aquele grito horrível e aquele “coitadinho” eram um insulto e fiquei a partir daí com uma terrível inibição! Realmente, “coitadinho de mim!”.

Não se lembrando desta história ou até talvez desconhecendo-a totalmente, a minha mãe queria, mais tarde, fazer de mim um jovem desenvolto, um “homem da sociedade” como ela dizia, conhecedor das regras de convivência usadas na alta sociedade de então. O que exigia, obviamente, que eu não fosse tímido; na alta sociedade era preciso saber entrar com passo firme e cabeça erguida embora sorrindo ligeiramente – só ligeiramente, sublinhe-se – num qualquer salão… As senhoras casadas cumprimentavam-se de beija-mão! As solteiras, não, claro! E saber beijar a mão das senhoras com elegância, sem sugerir – nem de longe – subserviência era uma arte que tínhamos de aprender, nós os meninos das famílias da tal alta sociedade. E é que, quando a minha mãe me interpelou como acima refiro, havia meninos que já o faziam muito bem. Mas eu, ainda não!

Por todas estas razões, resolvi mesmo deixar de ser “encolhas”. Metodicamente, organizei um esquema para ir vencendo os obstáculos que me impediam de ser desenvolto: escrevia mesmo um diário onde apontava as experiências, os episódios, os meus progressos e fracassos. Encontrei há tempos esse diário no meio de velhos papéis. Talvez seja um documento para estudos de Psicologia. O essencial é que venci, talvez não possa dizer a cem por cento, pois ainda hoje há momentos em que me desagrada atuar; mas são muito poucos, e, em geral, até há quem me acuse de falar demais!

Sou pois um caso de um “encolhas” que virou “descarado”! Prodígio é que infelizmente já não sou: competente e honesto na minha profissão, isso sim, sem dúvida, mas génio, de facto, não vim a ser!